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	<title>Aline Pereira de Araujo &#8211; RI USP Jr.</title>
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	<title>Aline Pereira de Araujo &#8211; RI USP Jr.</title>
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		<title>Marketing Digital e Tráfego Pago: onde sua empresa deve investir?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aline Pereira de Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 11:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O marketing digital reúne diferentes estratégias utilizadas para aproximar empresas de seus públicos. Dentro desse universo, o tráfego pago corresponde ao investimento em anúncios em plataformas digitais para ampliar o alcance de uma empresa. Mas como definir a melhor estratégia para sua empresa?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O marketing digital reúne diferentes estratégias utilizadas para aproximar empresas de seus públicos por meio de canais digitais. Redes sociais, produção de conteúdo, mecanismos de busca e publicidade on-line são alguns dos recursos que podem fazer parte dessa estratégia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desse universo, o <strong>tráfego pago</strong> corresponde ao investimento em anúncios em plataformas digitais para ampliar o alcance de uma empresa e direcionar usuários a uma determinada ação, como acessar um site, entrar em contato ou realizar uma compra. <strong>Google Ads</strong>, <strong>Meta Ads</strong> e <strong>LinkedIn Ads </strong>são alguns dos principais exemplos de plataformas utilizadas para esse fim.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/09/windows-w79mIrYKcK4-unsplash-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-9091" srcset="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/09/windows-w79mIrYKcK4-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/09/windows-w79mIrYKcK4-unsplash-300x200.jpg 300w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/09/windows-w79mIrYKcK4-unsplash-768x512.jpg 768w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/09/windows-w79mIrYKcK4-unsplash-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas menores, no entanto, uma dúvida aparece com frequência: <strong>em qual plataforma vale a pena investir?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta não é simplesmente aquela que possui mais usuários ou oferece mais recursos. Investir em tráfego pago não significa estar presente em todas as plataformas, mas entender <strong>onde está o público da empresa, como ele toma decisões de compra e qual resultado se pretende alcançar</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um orçamento limitado, essa escolha se torna ainda mais importante. Concentrar os investimentos em públicos e canais mais relevantes pode ajudar a empresa a utilizar seus recursos de maneira mais estratégica. No entanto, para isso, é necessário ir além da escolha da plataforma: antes de decidir entre Google, Meta ou LinkedIn Ads, é preciso compreender <strong>quem é o cliente ideal da empresa e como chegar até ele</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Antes de anunciar: o que você quer alcançar?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro passo para investir em tráfego pago não deveria ser escolher uma plataforma, mas definir o que a empresa pretende alcançar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma empresa que vende diretamente para o consumidor pode estar interessada em aumentar as vendas de um produto. Uma empresa B2B pode querer gerar contatos comerciais. Já uma marca nova pode estar mais preocupada em aumentar seu reconhecimento e construir uma audiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença é importante porque cada plataforma possui características que podem favorecer determinados objetivos. Por isso, antes de definir onde investir, é necessário entender quem é o cliente ideal da empresa e como ele se comporta no processo de compra. Esse conhecimento ajuda a responder perguntas fundamentais: quem tem maior probabilidade de comprar? Onde essa pessoa procura soluções? Que tipo de conteúdo influencia sua decisão? Ela já conhece o produto ou precisa primeiro descobrir que ele existe?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir dessas respostas, torna-se mais fácil escolher a plataforma e desenvolver uma campanha coerente com a jornada do consumidor.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Meta Ads: quando imagem e descoberta importam</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Meta Ads permite anunciar nos ambientes da Meta, principalmente Instagram e Facebook, sendo uma alternativa interessante para empresas que dependem de conteúdo visual, construção de marca e descoberta de produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de esperar que o consumidor procure diretamente pela empresa, a marca pode apresentar seu produto ou serviço para pessoas que possuem características relacionadas ao seu público-alvo. A plataforma oferece diferentes formatos e objetivos de campanha, permitindo trabalhar desde reconhecimento até ações mais próximas da conversão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso torna o Meta Ads especialmente interessante para negócios como moda, beleza, alimentação, decoração, turismo e outros segmentos em que imagens e vídeos possuem um papel importante na decisão de compra. Uma pequena marca de cosméticos, por exemplo, pode utilizar vídeos curtos para apresentar um produto, mostrar sua aplicação e direcionar o público para o site ou para uma conversa pelo WhatsApp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais pontos positivos estão o grande alcance das plataformas, a variedade de formatos e a possibilidade de trabalhar a descoberta de produtos e a construção de marca. Por outro lado, o usuário nem sempre está procurando comprar quando encontra um anúncio. Por isso, campanhas no Meta dependem bastante da qualidade dos criativos, da mensagem utilizada e da capacidade de transformar atenção em interesse e, posteriormente, em compra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o Meta Ads tende a funcionar melhor quando a empresa possui um produto visualmente atrativo, uma identidade de marca bem definida e capacidade de produzir conteúdos que chamem a atenção do público.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Google Ads: quando existe uma demanda para capturar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se no Meta Ads a empresa pode encontrar o consumidor durante sua navegação, no Google muitas vezes acontece o contrário, o consumidor já está procurando ativamente por algo que precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os anúncios de pesquisa do Google aparecem para pessoas que realizam buscas relacionadas a determinados produtos ou serviços. A empresa pode trabalhar com palavras-chave específicas e apresentar sua oferta justamente quando existe uma intenção de pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa característica torna o Google Ads especialmente interessante para empresas que oferecem produtos ou serviços que o consumidor costuma pesquisar antes de tomar uma decisão, principalmente quando o objetivo é gerar leads, visitas ao site ou vendas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine, por exemplo, uma empresa de manutenção de ar-condicionado. Uma pessoa que pesquisa “manutenção de ar-condicionado em São Paulo” já demonstra uma necessidade muito mais clara do que alguém que simplesmente encontra um anúncio desse serviço enquanto navega pelo Instagram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as vantagens do Google Ads está justamente a possibilidade de alcançar pessoas em um momento de maior intenção. Além disso, a empresa consegue controlar o orçamento e acompanhar o desempenho das campanhas. Por outro lado, determinadas palavras-chave podem apresentar muita concorrência, aumentando o custo dos anúncios. Uma campanha também pode atrair usuários pouco qualificados caso as palavras-chave e os anúncios não sejam bem definidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto importante é que o Google depende da existência de uma demanda. Se poucas pessoas pesquisam por determinado produto ou serviço, o potencial de uma campanha de pesquisa também pode ser limitado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o Google Ads tende a ser mais indicado para empresas que já possuem uma demanda de pesquisa e conseguem identificar com clareza quais termos seus potenciais clientes utilizam para encontrar uma solução.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>LinkedIn Ads: quando o público é profissional</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O LinkedIn possui uma característica que o diferencia das outras plataformas: a possibilidade de segmentar usuários a partir de informações relacionadas à sua vida profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A plataforma permite trabalhar com critérios como cargo, empresa, setor e senioridade, entre outras características. Isso faz com que o LinkedIn Ads seja particularmente relevante para empresas que trabalham com B2B (business-to-business) e precisam chegar a determinados tomadores de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma empresa que oferece um software de gestão para outras empresas, por exemplo, pode ter mais interesse em alcançar gestores e profissionais de determinada área do que em atingir um público amplo de consumidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal vantagem do LinkedIn está justamente na especificidade de sua segmentação profissional. Para determinados negócios, chegar às pessoas certas pode ser mais importante do que alcançar um grande volume de usuários. Por outro lado, públicos muito específicos podem limitar o alcance da campanha, e o investimento pode não ser tão interessante para empresas voltadas principalmente ao consumidor final. Além disso, é necessário avaliar se o público-alvo realmente está presente na plataforma e se a oferta anunciada é adequada ao contexto profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o LinkedIn Ads tende a fazer mais sentido para empresas B2B, serviços corporativos, soluções especializadas e negócios que precisam alcançar profissionais ou empresas específicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tráfego pago começa antes do anúncio</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente da plataforma escolhida, investir em tráfego pago sem conhecer o próprio público pode fazer com que a empresa desperdice parte de seu orçamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para uma empresa menor, esse cuidado é ainda mais importante. Com recursos limitados, anunciar para um público muito amplo pode gerar cliques e visualizações sem necessariamente gerar oportunidades reais de negócio. Por isso, antes de definir onde investir, é fundamental identificar o cliente ideal. Isso envolve compreender não apenas características demográficas, mas também suas necessidades, comportamentos, problemas e processo de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma empresa B2B, por exemplo, pode descobrir que seu cliente ideal não é simplesmente “outras empresas”, mas empresas de determinado porte, setor e localização, nas quais a decisão de compra passa por profissionais específicos. Nesse caso, uma estratégia direcionada ao LinkedIn ou uma campanha de Google com palavras-chave muito específicas pode fazer mais sentido do que uma campanha ampla no Instagram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, uma marca de produtos voltados ao consumidor final pode identificar que seu público descobre novos produtos principalmente pelas redes sociais. Nesse cenário, o Meta Ads pode ser mais adequado para gerar reconhecimento e interesse, enquanto o Google pode complementar a estratégia ao alcançar consumidores que posteriormente pesquisam pelo produto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso mostra que não existe uma plataforma universalmente melhor. Existe aquela que melhor responde ao comportamento do cliente ideal e ao objetivo da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O próprio anúncio também precisa estar alinhado a essa estratégia. Uma campanha pode ter um bom número de cliques e ainda assim não gerar resultados se a página de destino não for adequada, se a oferta não estiver clara ou se o contato comercial não for bem conduzido. Por isso, métricas como visualizações e cliques são importantes, mas não contam toda a história. Dependendo do objetivo, também é necessário acompanhar indicadores como custo por lead, taxa de conversão, número de oportunidades e retorno sobre o investimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas que estão começando, uma alternativa é escolher um objetivo, uma plataforma e um público prioritário, testar diferentes anúncios e acompanhar os resultados antes de ampliar o investimento. Dessa forma, o tráfego pago deixa de ser apenas uma despesa com publicidade e passa a funcionar como uma ferramenta de aprendizado sobre o próprio mercado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Possibilidade de Expansão com a RI USP Jr.</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para que o investimento em tráfego pago seja realmente estratégico, é importante que ele esteja inserido em um planejamento de marketing mais amplo. Antes de definir quanto investir ou em qual plataforma anunciar, a empresa precisa compreender <strong>quem quer alcançar, como se posicionar e quais canais podem aproximá-la de seus objetivos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>RI USP Jr.</strong>, pode auxiliar empresas nesse processo por meio de serviços como o <strong>Plano de Marketing</strong>, que estrutura estratégias de comunicação e posicionamento de acordo com os objetivos da empresa, e o <strong>Mapeamento de Contatos</strong>, voltado à identificação de potenciais parceiros e contatos relevantes para a expansão do negócio.</p>



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		<title>Como fatores climáticos estão criando novas oportunidades de mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aline Pereira de Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante décadas, as mudanças climáticas foram tratadas principalmente como um desafio ambiental. Hoje, porém, seus efeitos ultrapassam os limites da pauta ecológica e passam a influenciar diretamente decisões de investimento, produção, comércio e consumo.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Durante décadas, as mudanças climáticas foram tratadas principalmente como um desafio ambiental. Hoje, porém, seus efeitos ultrapassam os limites da pauta ecológica e passam a influenciar diretamente decisões de investimento, produção, comércio e consumo. O aumento das temperaturas, a maior frequência de eventos extremos e as mudanças nos regimes de chuva estão transformando a forma como empresas e governos avaliam riscos e oportunidades. Nesse contexto, a crise climática não representa apenas uma ameaça aos mercados existentes: ela também está criando demanda por novos produtos, serviços e modelos de negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), os anos de 2015 a 2025 foram os onze anos mais quentes já registrados, enquanto 2025 ficou entre os dois ou três anos mais quentes da história, com temperatura média global aproximadamente 1,43 °C acima do período pré-industrial. Ao mesmo tempo, ondas de calor, secas, enchentes, incêndios e ciclones passaram a provocar impactos econômicos cada vez mais significativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário altera as necessidades de consumidores, empresas e governos e, consequentemente, modifica a própria estrutura dos mercados. Setores que antes ocupavam posições secundárias passam a ganhar relevância, enquanto empresas tradicionais precisam adaptar suas operações para permanecer competitivas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A adaptação climática como novo mercado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das principais oportunidades surge justamente da necessidade de adaptação. Se os eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes ou intensos, empresas precisam encontrar maneiras de reduzir seus impactos sobre a produção, a infraestrutura e as cadeias de fornecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso cria demanda por tecnologias e serviços capazes de aumentar a resiliência dos negócios. Sistemas de monitoramento climático, previsão de eventos extremos, sensores para agricultura, soluções de gestão hídrica, infraestrutura resistente a enchentes e tecnologias de armazenamento de energia são alguns exemplos de atividades que podem se expandir nesse contexto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adaptação também começa a ganhar espaço no setor financeiro. Instituições financeiras precisam considerar riscos climáticos ao conceder crédito, avaliar ativos e definir investimentos. O Banco Mundial destaca que empresas privadas já estão investindo em resiliência para proteger ativos, manter a produtividade e preservar sua competitividade, enquanto bancos e seguradoras enfrentam perdas associadas a enchentes, tempestades e outros eventos extremos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, surge um mercado que não existia, ou existia de maneira muito menor, antes da intensificação dos riscos climáticos: o mercado de resiliência. Empresas capazes de oferecer soluções para reduzir vulnerabilidades podem encontrar oportunidades tanto em seus mercados domésticos quanto internacionalmente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agricultura: produzir mais em um clima menos previsível</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A agricultura é um dos setores mais diretamente afetados pelas mudanças climáticas. Alterações na temperatura e na disponibilidade de água podem modificar a produtividade, os períodos de plantio e colheita e a distribuição geográfica de determinadas culturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, essa vulnerabilidade cria oportunidades para o desenvolvimento de uma agricultura mais adaptada às novas condições climáticas. Tecnologias de irrigação eficiente, sementes mais resistentes, sistemas de monitoramento de solo, agricultura de precisão e soluções baseadas em dados podem ganhar espaço à medida que produtores procuram reduzir sua exposição aos riscos climáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, essa transformação possui uma dimensão especialmente relevante. A economia brasileira possui forte dependência da agricultura e, simultaneamente, dispõe de condições favoráveis para o desenvolvimento de soluções de baixo carbono. O Fundo Monetário Internacional destaca entre as oportunidades brasileiras o investimento em agricultura climaticamente inteligente, seguros agrícolas, proteção florestal e diversificação das fontes renováveis de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a mudança climática pode estimular não apenas a comercialização de novas tecnologias, mas também a expansão de serviços especializados. Consultorias, plataformas de análise de risco, seguros e soluções financeiras voltadas à adaptação podem se tornar cada vez mais importantes para produtores e empresas do agronegócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Energia e a transformação da matriz produtiva</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro setor diretamente impactado é o energético. A necessidade simultânea de reduzir emissões e garantir segurança energética estimula investimentos em fontes renováveis, armazenamento e novas tecnologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transição energética pode abrir oportunidades para países que possuem vantagens naturais na produção de energia de baixo carbono. O Brasil é um exemplo relevante: sua matriz elétrica já apresenta elevada participação de fontes renováveis, o que cria condições favoráveis para a expansão de atividades associadas à economia de baixo carbono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dessas possibilidades é o hidrogênio de baixa emissão. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA), o Brasil possui potencial para utilizar sua matriz predominantemente renovável para ampliar a produção de hidrogênio de baixa emissão, inclusive para setores de difícil descarbonização, como siderurgia, fertilizantes, transporte marítimo e aviação. A exportação desse combustível também pode criar novas fontes de receita para o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, fatores climáticos não apenas pressionam empresas a reduzir suas emissões, mas também podem alterar os fluxos de comércio internacional. Países com capacidade de produzir energia limpa de maneira competitiva podem se tornar fornecedores estratégicos para economias que enfrentam maiores dificuldades de descarbonização.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Novas demandas dos consumidores</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças climáticas também influenciam o comportamento do consumidor. À medida que questões ambientais ganham espaço nas decisões de compra, empresas passam a enfrentar uma demanda crescente por produtos com menor impacto ambiental, maior durabilidade e cadeias produtivas mais transparentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa mudança pode ser observada em diferentes setores, desde alimentos e cosméticos até moda, construção e transporte. Produtos reutilizáveis, materiais reciclados, embalagens com menor impacto ambiental e alternativas aos combustíveis fósseis podem encontrar novos mercados à medida que consumidores e empresas incorporam critérios ambientais às suas decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a oportunidade não está simplesmente em adicionar a palavra “sustentável” a um produto. A expansão desse mercado aumenta também a necessidade de comprovar práticas ambientais. Empresas precisam demonstrar a origem de seus insumos, reduzir riscos de greenwashing e responder a exigências regulatórias e comerciais cada vez mais sofisticadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso cria espaço para empresas especializadas em rastreabilidade, certificação, mensuração de emissões e análise de cadeias produtivas. Em outras palavras, a própria necessidade de comprovar sustentabilidade pode se transformar em um mercado de serviços.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O impacto sobre o comércio internacional</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas que atuam internacionalmente, os fatores climáticos tornam-se ainda mais relevantes. Uma mudança no regime de chuvas, por exemplo, pode afetar a produção de uma commodity e alterar preços internacionais. Uma enchente pode interromper uma rota logística. Uma seca pode reduzir a disponibilidade de água para uma indústria. Ao mesmo tempo, novas regulamentações ambientais podem modificar as condições de acesso a determinados mercados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a análise climática passa a fazer parte da estratégia de internacionalização. Empresas interessadas em entrar em um novo mercado precisam avaliar não apenas tamanho, concorrência e poder de compra, mas também vulnerabilidades climáticas, disponibilidade de recursos, infraestrutura e regulamentações ambientais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas brasileiras, isso pode representar tanto um risco quanto uma oportunidade. O país está exposto a eventos como secas e enchentes que afetam agricultura, energia, transporte e abastecimento. O Banco Mundial estima que eventos climáticos extremos já geram perdas médias de aproximadamente R$ 13 bilhões por ano no Brasil, além de afetarem infraestrutura e competitividade econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, a posição brasileira em setores como agricultura, energia renovável e recursos naturais permite que empresas desenvolvam soluções capazes de atender a uma demanda crescente dentro e fora do país.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da ameaça à estratégia empresarial</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">É importante, entretanto, evitar uma interpretação equivocada: reconhecer oportunidades de mercado não significa considerar a mudança climática positiva. Os impactos sociais, econômicos e ambientais são significativos e distribuídos de maneira desigual. Países e comunidades mais vulneráveis tendem a possuir menor capacidade financeira e institucional para se adaptar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão, para as empresas, é compreender que o clima já está alterando as condições em que os mercados funcionam. Ignorar essa transformação pode representar perda de competitividade, aumento de custos e maior exposição a interrupções. Por outro lado, antecipar tendências pode permitir que organizações desenvolvam soluções antes que determinada demanda se torne generalizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso brasileiro ilustra bem essa dualidade. O país enfrenta riscos importantes relacionados à agricultura, disponibilidade de água, geração hidrelétrica e eventos extremos, mas também possui vantagens para desenvolver uma economia de baixo carbono. O desafio consiste em transformar essas vantagens em capacidade produtiva, inovação e inserção internacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Oportunidade exige antecipação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança climática está, portanto, criando um novo ambiente competitivo. A expansão de mercados relacionados à adaptação, energia limpa, agricultura resiliente, seguros, infraestrutura e rastreabilidade ambiental mostra que os efeitos do clima não se restringem ao setor ambiental: eles estão alterando a própria lógica de funcionamento da economia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para empresas brasileiras, especialmente aquelas que pretendem se internacionalizar, compreender essas transformações pode ser um diferencial estratégico. Identificar países mais vulneráveis, antecipar mudanças regulatórias, compreender novos padrões de consumo e avaliar oportunidades associadas à transição energética pode ajudar empresas a encontrar mercados ainda pouco explorados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No cenário atual, portanto, a pergunta não é apenas como as mudanças climáticas podem prejudicar os negócios. É também <strong>quais novas necessidades elas estão criando e quem estará preparado para atendê-las</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqueles que conseguirem interpretar os fatores climáticos como elementos de transformação econômica,&nbsp; e não apenas como riscos ambientais,&nbsp; poderão identificar novos mercados, desenvolver soluções inovadoras e construir vantagens competitivas em uma economia cada vez mais orientada pela resiliência e pela sustentabilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Possibilidades de Expansão com a RI USP Jr.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, compreender as transformações provocadas pelos fatores climáticos, identificar mercados estratégicos e analisar novas demandas de consumo de forma aprofundada torna-se um diferencial competitivo essencial. Pensando nisso, a RI USP Jr. oferece serviços como Análise de Mercado-alvo e Análise Burocrática para empresas que buscam expandir seus negócios de forma assertiva, identificando oportunidades e avaliando os desafios presentes nos cenários nacional e internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mudanças climáticas estão criando novas necessidades e, consequentemente, novos mercados. Produtos e serviços relacionados à agricultura resiliente, energia renovável, eficiência hídrica, infraestrutura e sustentabilidade podem encontrar oportunidades de expansão em diferentes países. Nesse cenário, compreender onde essas demandas estão crescendo e quais mercados apresentam melhores condições para a entrada de uma empresa pode ser o primeiro passo para transformar uma tendência global em uma oportunidade concreta de negócio. Não perca a oportunidade de conhecer melhor o potencial da sua empresa: agende uma reunião gratuita com nossos consultores!</p>
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		<title>Exportação Brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aline Pereira de Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 23:14:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil manteve sua posição entre os maiores exportadores do mundo nos últimos cinco anos, impulsionado principalmente pela soja, petróleo, minério de ferro, milho e carnes. Aqui, você entenderá quais produtos lideraram as exportações brasileiras, os fatores que explicam esse desempenho e as oportunidades que esse cenário oferece para empresas interessadas em expandir seus negócios para o mercado internacional.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Brasil ocupa uma posição de destaque no comércio internacional. Considerando sua extensa disponibilidade de recursos naturais, à força do agronegócio e ao desenvolvimento da indústria extrativa, o país está entre os maiores exportadores de <em>commodities</em> do mundo. Nos últimos cinco anos, mesmo diante de desafios como a pandemia de COVID-19, conflitos geopolíticos e oscilações na economia global, a pauta de exportações brasileira manteve um padrão relativamente estável, com poucos produtos concentrando grande parte das vendas para o exterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entender quais foram os principais produtos exportados pelo Brasil nesse período ajuda não apenas a compreender a estrutura da economia nacional, mas também a identificar oportunidades para empresas que desejam atuar no mercado internacional. Afinal, conhecer os setores mais competitivos do país é um passo importante para planejar estratégias de expansão e internacionalização.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que são exportações?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de analisar os dados sobre as exportações nacionais, vale entender o conceito de exportação. Exportar significa vender produtos ou serviços produzidos em um país para compradores localizados em outro. No caso brasileiro, a maior parte das exportações é composta por <em>commodities</em>, isto é, produtos básicos pouco industrializados e comercializados internacionalmente com preços definidos pelo mercado global. Entre eles estão soja, minério de ferro, petróleo e milho.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>A soja continua liderando as exportações brasileiras</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Embrapa, durante todo o período entre 2021 e 2025, a soja permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil. Em alguns anos, ela representou mais de 15% de todas as exportações brasileiras. Esse desempenho é resultado de diversos fatores. O Brasil possui condições climáticas favoráveis, grande disponibilidade de terras agricultáveis e um dos setores agrícolas mais produtivos do mundo. Além disso, houve investimentos contínuos em tecnologia agrícola, mecanização e melhoramento genético das lavouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator decisivo é a elevada demanda internacional, especialmente da China, que utiliza a soja brasileira para produção de óleo vegetal, ração animal e alimentação de rebanho. A expansão do consumo de proteínas no mercado asiático contribuiu para manter a procura elevada ao longo dos últimos anos. Além do grão, o país também exporta farelo e óleo de soja, agregando valor à cadeia produtiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Minério de ferro segue como um dos pilares da economia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O minério de ferro permaneceu entre os principais produtos exportados pelo Brasil durante todo o período analisado. O país é um dos maiores produtores mundiais desse minério, sendo reconhecido pela alta qualidade de suas reservas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte das exportações tem como destino a China, cuja indústria siderúrgica depende fortemente da matéria-prima para produzir aço utilizado na construção civil, infraestrutura e fabricação de máquinas.Embora os preços internacionais tenham apresentado oscilações nos últimos anos, influenciados pelo ritmo da economia chinesa e pelas condições do mercado global, o minério de ferro continuou ocupando posição de destaque na balança comercial brasileira.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Petróleo ganhou ainda mais importância</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, o petróleo bruto consolidou-se como um dos principais produtos exportados pelo Brasil. A expansão da produção nos campos do pré-sal aumentou significativamente a capacidade brasileira de atender ao mercado internacional. Além disso, episódios de instabilidade geopolítica, como no Oriente Médio, incluindo as tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, reforçaram o interesse por fornecedores considerados mais estáveis, como o Brasil. Embora o principal motor do crescimento das exportações tenha sido o aumento da produção nacional, esses eventos contribuíram para a valorização do petróleo no mercado internacional e ampliaram a relevância estratégica do país como exportador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação entre o crescimento da produção nacional e as oscilações do mercado internacional fortaleceu ainda mais o papel do petróleo na pauta exportadora brasileira. Em momentos de maior tensão geopolítica, como os observados em 2022, a elevação dos preços internacionais da <em>commodity </em>aumentou significativamente o valor das exportações do país, mesmo sem mudanças proporcionais no volume comercializado. Atualmente, o petróleo está entre os principais produtos vendidos pelo Brasil ao exterior. Os embarques têm como destino mercados como Ásia, da Europa e dos Estados Unidos, refletindo a crescente inserção do país no comércio global de energia. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Milho registrou forte crescimento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tradicionalmente fosse menos relevante que a soja, o milho vem ganhando protagonismo nas exportações brasileiras nos últimos anos. O crescimento da produção nacional, aliado ao aumento da demanda internacional por alimentos e ração animal, fez com que o Brasil ampliasse significativamente sua participação no mercado mundial. Nos últimos anos, o país passou a disputar com os Estados Unidos a liderança nas exportações globais de milho, consolidando-se como um dos maiores fornecedores do produto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As condições climáticas favoráveis e o avanço da chamada segunda safra, popularmente conhecida como &#8220;safrinha&#8221;, contribuíram para esse desempenho. Diferentemente de muitos países, o Brasil consegue cultivar milho duas vezes no mesmo ano agrícola. Após a colheita da soja, os produtores aproveitam a mesma área para plantar milho, aumentando significativamente a produção sem a necessidade de expandir as áreas cultivadas. Esse modelo permitiu que o país elevasse sua oferta do grão e conquistasse uma posição cada vez mais importante na pauta exportadora.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Carnes brasileiras mantêm reconhecimento internacional</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil também continua sendo referência mundial na exportação de carnes bovina, de frango e suína. A carne bovina brasileira possui mercado consolidado em diversos países, principalmente na China, responsável por absorver grande parte das exportações. Já a carne de frango mantém elevada competitividade devido aos custos de produção relativamente baixos e ao rigor dos controles sanitários. Mesmo enfrentando episódios pontuais de restrições sanitárias em alguns mercados, o setor conseguiu preservar sua relevância graças à diversificação dos destinos e ao elevado padrão produtivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Açúcar, café e celulose continuam relevantes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outros produtos tradicionais da pauta exportadora brasileira também mantiveram desempenho consistente. O açúcar permaneceu entre os maiores itens exportados, beneficiado pela forte produção nacional e pela demanda mundial por alimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O café, um dos símbolos históricos da economia brasileira, continua posicionando o Brasil como o maior exportador mundial do grão. Embora o país também exporte cafés especiais com maior valor agregado, o café verde ainda representa a maior parte das vendas externas. A celulose, utilizada na fabricação de papel, embalagens e diversos produtos industriais, também apresentou crescimento, impulsionado pela expansão da demanda por embalagens sustentáveis e pelo desenvolvimento do comércio eletrônico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem compra os produtos brasileiros?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos últimos cinco anos, a China permaneceu como o principal parceiro comercial do Brasil com ampla vantagem sobre os demais países. Grande parte das exportações brasileiras destinadas ao mercado chinês é composta por soja, minério de ferro e petróleo. Essa forte relação comercial contribui significativamente para o saldo positivo da balança comercial brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, Espanha e Singapura figuram entre os principais destinos das exportações nacionais, embora com participações bem menores. Essa concentração em poucos mercados representa tanto uma vantagem quanto um desafio. Por um lado, garante compradores de grande porte. Por outro, torna o país mais vulnerável às mudanças econômicas e políticas desses parceiros.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O crescimento do valor exportado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos cinco anos, o Brasil registrou recordes sucessivos no valor total das exportações. Mesmo quando alguns produtos sofreram queda nos preços internacionais, o aumento da produção e da demanda ajudou a manter resultados positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, por exemplo, o país alcançou o maior<em> superávit </em>comercial, resultado positivo obtido quando o valor das exportações é maior que o das importações em um determinado período, de sua história. Em 2024 e no início de 2025, as exportações continuaram em patamares elevados, demonstrando a competitividade de diversos setores da economia brasileira. É importante destacar que o crescimento das exportações não ocorreu apenas pelo aumento dos volumes vendidos. Em alguns momentos, a valorização internacional das <em>commodities</em> também elevou significativamente o faturamento obtido pelo país.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Possibilidades de Expansão com a RI USP Jr.</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos bons resultados, o Brasil ainda enfrenta desafios importantes. A pauta exportadora permanece bastante concentrada em produtos básicos, que possuem baixo nível de industrialização e estão sujeitos às oscilações dos preços internacionais. Especialistas apontam que aumentar a participação de produtos manufaturados e de maior valor agregado pode tornar a economia brasileira menos dependente das <em>commodities</em> e ampliar sua competitividade global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, cresce a importância de fatores como sustentabilidade, rastreabilidade da produção, inovação tecnológica e cumprimento de critérios ambientais. Esses aspectos já influenciam decisões de compra em diversos mercados internacionais e tendem a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. Para empresas brasileiras, esse cenário representa tanto desafios quanto oportunidades. Conhecer os mercados externos, identificar demandas específicas e adaptar produtos às exigências internacionais pode fazer toda a diferença para alcançar novos clientes e expandir os negócios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender quais produtos lideram as exportações brasileiras e quais tendências moldam o comércio internacional é fundamental para empresas que desejam crescer além das fronteiras nacionais. Uma estratégia bem estruturada pode aumentar a competitividade, identificar mercados promissores e reduzir riscos durante o processo de internacionalização. Nesse contexto, a RI USP Jr. oferece serviços como Análise de Mercado-Alvo e Análise Tributária, auxiliando empresas a desenvolver estratégias alinhadas às oportunidades do mercado global. Não perca essa oportunidade de impulsionar seu negócio e agende uma reunião gratuita com nosso time!</p>
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		<title>A Publicidade &#8220;Invisível&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aline Pereira de Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Analise de Mercado]]></category>
		<category><![CDATA[Consultoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por que conteúdos mais simples, que “não parecem publicidade”, têm se mostrado mais eficazes em captar a atenção e a confiança do público nas redes sociais?</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A publicidade nas redes sociais tem passado por uma transformação significativa nos últimos anos. Em plataformas como <em>TikTok</em> e <em>Instagram</em>, cresce a presença de conteúdos que, à primeira vista, não se apresentam como anúncios: vídeos gravados em ambientes cotidianos, com linguagem informal, estética simples e aparência de espontaneidade. Diferentemente das campanhas tradicionais, marcadas por alto nível de produção e planejamento, onde ficava claro quando os vídeos eram simplesmente entretenimento e quando promoviam algum produto, essas novas formas de publicidade se inserem de maneira mais sutil no consumo diário de conteúdo, muitas vezes sendo percebidas como relatos pessoais, recomendações genuínas ou até desabafos. Assim, surge uma dúvida: por que conteúdos mais simples, que “não parecem publicidade”, têm se mostrado mais eficazes em captar a atenção e a confiança do público nas redes sociais?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como a estética da espontaneidade redefine a relação entre marcas, influenciadores e consumidores</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de uma exposição constante a anúncios nas redes sociais, consumidores passam a rejeitar aqueles tipos de vídeos que deixam claro desde o princípio a intenção de vender um produto. Dessa forma, conteúdos que aparentam menor planejamento e maior autenticidade tendem a gerar mais engajamento, justamente por se distanciarem da linguagem tradicional da publicidade e se aproximarem de formas de comunicação mais comuns no dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, essa “espontaneidade” não é sinônimo de falta de estratégia. Pelo contrário, muitos desses conteúdos são cuidadosamente pensados para simular naturalidade, incorporando elementos que reforçam a identificação com o público e criam a sensação de proximidade com quem produz o vídeo. Nesse contexto, a publicidade deixa de ser apenas uma comunicação comercial explícita e passa a operar explorando vínculos simbólicos entre influenciadores e audiência. A sensação de intimidade, confiança e até mesmo de “amizade” com quem produz o conteúdo se torna um elemento central para a comercialização de produtos no ambiente digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falar do <em>Duolingo</em> e da <em>Netflix</em>, por exemplo, ajuda a ilustrar melhor esse fenômeno: Tanto em <em>tweets</em>, quanto em comentários no <em>Tiktok</em>, essas empresas passaram a interagir intensivamente com o público, adotando uma linguagem humorada e sempre alinhadas à <em>trends</em>. Essa estratégia reforça a sensação de proximidade e humaniza a marca, fazendo com que ela seja percebida menos como uma instituição e mais como um “indivíduo” inserido nas dinâmicas das redes sociais. Esse tipo de abordagem evidencia uma mudança mais ampla na forma como as marcas se posicionam no ambiente digital. Não se trata apenas de vender um produto, mas de construir presença, identidade e relação com a audiência. Ao incorporar elementos típicos da comunicação dentro das plataformas digitais, as empresas conseguem reduzir a resistência do público e aumentar sua capacidade de inserção no fluxo de conteúdo consumido diariamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, ganha destaque a chamada estética da espontaneidade, marcada por vídeos que simulam naturalidade, improviso e “ausência de roteiro”. Elementos como erros propositais, cenários cotidianos, linguagem informal e até certa “má qualidade” nos vídeos contribuem para criar a impressão de autenticidade. Diferentemente das produções altamente elaboradas, esses conteúdos se aproximam da realidade dos próprios usuários, o que facilita a identificação e reduz a percepção de que se trata de uma comunicação estratégica. Como resultado, o público tende a interpretar essas mensagens não apenas como publicidade, mas como recomendações ou compartilhamentos pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa dinâmica se conecta à construção de relações simbólicas entre quem produz o conteúdo e quem o consome. Ao acompanhar frequentemente determinados criadores, o público desenvolve uma sensação de proximidade e familiaridade, como se houvesse uma relação interpessoal, ainda que mediada pela tela. Nesse cenário, a confiança deixa de estar centrada exclusivamente na marca e passa a ser transferida para a figura do influenciador ou do próprio perfil que comunica, o que contribui para tornar a publicidade mais persuasiva e menos intrusiva.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/05/viarami-iphone-5259712-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-8786" style="aspect-ratio:1.5;object-fit:cover;width:636px;height:auto" srcset="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/05/viarami-iphone-5259712-1024x683.jpg 1024w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/05/viarami-iphone-5259712-300x200.jpg 300w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/05/viarami-iphone-5259712-768x512.jpg 768w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/05/viarami-iphone-5259712-1536x1024.jpg 1536w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/05/viarami-iphone-5259712-2048x1366.jpg 2048w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2026/05/viarami-iphone-5259712-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Do espontâneo à performance: o impacto no engajamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da aparente naturalidade desses conteúdos, é importante destacar que a espontaneidade que caracteriza esse novo modelo de publicidade raramente é genuína. Na maioria dos casos, trata-se de uma construção estratégica, orientada por dados, tendências e pelo próprio funcionamento dos algoritmos das plataformas. A escolha do que falar e como falar e o uso de determinados formatos de vídeo são, muitas vezes, resultados de um planejamento cuidadoso, voltado a maximizar engajamento e alcance. Assim, aquilo que se apresenta como autêntico pode, na realidade, ser fruto de uma adaptação refinada às expectativas do público e às dinâmicas do ambiente digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário evidencia um paradoxo central: quanto mais a publicidade busca parecer espontânea, mais ela depende de estratégias sofisticadas para construir essa aparência. Nesse sentido, a distinção entre conteúdo “real” e conteúdo publicitário torna-se cada vez mais difusa, levantando questionamentos sobre os limites entre autenticidade e performance nas redes sociais. Retomando a questão inicial, é possível compreender que a eficácia desses conteúdos não está apenas em sua simplicidade aparente, mas na capacidade de se inserirem de forma convincente nas práticas cotidianas de interação digital, explorando relações de confiança, identificação e proximidade, ainda que essas relações sejam, em grande medida, mediadas e estrategicamente construídas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Possibilidades de expansão com a RI USP Jr.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">As transformações recentes na forma de fazer publicidade digital, especialmente a valorização de conteúdos que simulam espontaneidade abrem novas oportunidades para empresas que desejam fortalecer sua presença no mercado. Compreender essas dinâmicas e aplicá-las de maneira estratégica pode ser um diferencial competitivo relevante. Nesse sentido, a RI USP Jr. oferece serviços como Plano de Marketing&nbsp; para empresas que buscam alinhar suas estratégias às tendências contemporâneas e ao seu público alvo, auxiliando na construção de uma presença digital mais eficaz. Não perca essa chance única e marque uma reunião gratuita com nossos consultores!</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>O que o Adidas Samba, Puma Speedcat Ballet e New Balance 9060 têm em comum?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Aline Pereira de Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 21:45:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[comércio internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Exportação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que um tênis esportivo retrô, um modelo inspirado no balé e um chunky sneaker futurista têm em comum? Mais&#8230;</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://riuspjr.com.br/o-que-o-adidas-samba-puma-speedcat-ballet-e-new-balance-9060-tem-em-comum/">O que o Adidas Samba, Puma Speedcat Ballet e New Balance 9060 têm em comum?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://riuspjr.com.br">RI USP Jr.</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O que um tênis esportivo retrô, um modelo inspirado no balé e um <em>chunky sneaker</em> futurista têm em comum? Mais do que você imagina. O <em>Adidas Samba</em>, o <em>Puma Speedcat Ballet</em> e o <em>New Balance 9060</em>, apesar da proposta e público distintos, todos se tornaram parte do “uniforme” da Geração Z. Porém, os tênis não são os únicos nesse uniforme, outros tipos de calçados e roupas, como as <em>Western Boots</em>, os <em>Kitten Heels</em> e as Blusas <em>Polka Dots</em>, aparentemente, ligados a estilos específicos, agora coexistem no armário da Geração Z. Nunca tivemos tantas opções para compor um estilo próprio, e ao mesmo tempo, nunca vestimos (e calçamos) tão igual.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/pexels-mansan-1494908-2918534.jpg" alt="" class="wp-image-7731" style="width:656px;height:auto"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A moda é atemporal</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A moda é um fenômeno social que acompanha transformações culturais, econômicas e políticas, funcionando como reflexo do período. Em épocas de estabilidade política e financeira, os estilos tendem a ser mais livres e criativos. Na década de 20, por exemplo, com a ascensão econômica americana, houve a ascensão de vestidos e saias no estilo <em>art deco</em>, ou seja, mais extravagante, com plumas, bordados e pedraria, mas, com a chegada da crise em 1929, a moda acompanhou o contexto social, a extravagância caiu em decadência e surgiu uma moda mais conservadora, com vestidos mais longos e cores mais neutras.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente, as tendências seguem um movimento cíclico: elementos que estiveram em alta em décadas anteriores retornam, adaptados às demandas do presente. A estética <em>clean girl</em> é um exemplo disso, (re)nascida durante a pandemia, ela espelhou o contexto da época: recessão econômica e crise, assim as pessoas buscaram priorizar o essencial, consumindo somente o necessário e dando maior valor a qualidade dos produtos que consomem. O resgate dos anos 2000, ou da estética <em>old money</em> são outros exemplos disso. Isso deixa claro que a moda sempre dialoga com contextos mais amplos, como crises econômicas, avanços tecnológicos e debates identitários. Além disso, a internet permite que referências visuais circulem em velocidade sem precedentes, encurtando o intervalo entre o surgimento (ou ressurgimento) e a popularização de estilos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, com o fluxo contínuo de imagens nas redes sociais, e com o papel vital dos influenciadores para a moda e as tendências, embora exista um leque quase ilimitado de possibilidades, observa-se uma homogeneização: por que, em meio a tantas alternativas, tantos acabam se vestindo de maneira tão semelhante?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Trickle Down vs Bubble Up</em></strong><strong>: Qual está certo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as teorias que buscam explicar o surgimento das tendências, destacam-se o <em>trickle</em> <em>down</em> e o <em>bubble up</em>. A primeira defende que os estilos nascem entre as elites e, gradualmente, “descem” para as demais camadas sociais, perdendo a exclusividade, e eventualmente a popularidade, fenômeno observado, por exemplo, com a marca Lacoste, que após se tornar popular, principalmente na periferia, perdeu relevância, tanto que não é mais vista como marca de luxo. Já o bubble up propõe o inverso: inovações surgem nas ruas, em subculturas e grupos marginalizados, e sobem até as passarelas, como ocorreu com o <em>streetwear</em> e com itens associados ao movimento <em>punk</em>. Entretanto, ainda que se fale em movimentos vindos de baixo para cima, frequentemente grandes tendências só se consolidam após uma validação vinda do topo, ou por marcas, ou por celebridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, as redes sociais vêm acelerando o funcionamento do <em>trickle down</em> e o <em>bubble up</em>. Plataformas como Instagram e TikTok encurtaram a distância entre influenciadores e consumidores, tornando o processo quase simultâneo: uma peça usada por uma celebridade, em pouquíssimo tempo, passa a ser replicada por milhares de pessoas. Além disso, esse ambiente digital também acelerou o ciclo de vida das tendências. O que antes levava temporadas para se consolidar agora atinge o auge em questão de semanas e desaparece com a mesma velocidade. Posts e vídeos curtos criam um desejo instantâneo, mas passageiro: os sapatos <em>Mary Janes</em>, ou a micro bolsa <em>Jacquemus</em>, antes itens “<em>must have</em>”, hoje são vistos como ultrapassados. Essa rapidez impõe um ritmo de consumo quase impossível de acompanhar, dando a sensação de que todos estão sempre correndo atrás do mesmo item, antes que ele perca relevância.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/pexels-bryan-1203776-18888356.jpg" alt="" class="wp-image-7732" style="width:746px;height:auto"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uniforme “Escudo” da Geração Z</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O algoritmo, em busca de engajamento, acaba reforçando sempre as mesmas imagens, dando enfoque em poucos estilos. Assim, a promessa de variedade e inspiração é convertida em padronização global. Por trás dessa padronização está a necessidade de pertencimento. Em um mundo extremamente conectado, jovens enxergam nas <em>trends</em> uma forma de se encaixar em grupos. Seguir essas tendências garante uma sensação de inclusão, até porque ninguém quer ficar de fora por ser “desatualizado”. O problema é que essa busca por aceitação coletiva muitas vezes enfraquece a individualidade, transformando escolhas de estilo em meros sinais de adequação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em períodos de instabilidade, essa dinâmica de pertencimento ganha ainda mais força. A moda, além de expressão da preferência estética, funciona como uma linguagem: usar os mesmos símbolos transmite segurança e reforça a sensação de estar dentro de um grupo. Durante crises econômicas, políticas ou sociais, é ainda mais comum que todos se vistam iguais, já que o coletivo oferece uma espécie de proteção simbólica diante da incerteza. Assim, a escolha por determinados itens não se limita ao gosto pessoal, mas também à busca por uma estabilidade e validação social.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/vitaly-gariev-JL2uShxpbDs-unsplash-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-7728" srcset="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/vitaly-gariev-JL2uShxpbDs-unsplash-1-1024x576.jpg 1024w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/vitaly-gariev-JL2uShxpbDs-unsplash-1-300x169.jpg 300w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/vitaly-gariev-JL2uShxpbDs-unsplash-1-768x432.jpg 768w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/vitaly-gariev-JL2uShxpbDs-unsplash-1-1536x864.jpg 1536w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/vitaly-gariev-JL2uShxpbDs-unsplash-1-2048x1152.jpg 2048w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/10/vitaly-gariev-JL2uShxpbDs-unsplash-1-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado desse processo é visível nas ruas e nos feeds: um <em>dress code</em> universal. O <em>Adidas Samba</em>, por exemplo, virou um dos maiores símbolos dessa estética padronizada, seguido pelo brinquedo/acessório <em>Labubu</em>, e pelas bolsas <em>Longchamp</em> que ressurgiram como item fashion. Juntos revelam a homogeneidade de um estilo, que se tornou replicado em escala global.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Possibilidades de Expansão com a RI USP Jr.</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A análise do comportamento de consumo no setor da moda revela que tendências não surgem de forma isolada, mas refletem dinâmicas sociais, políticas e culturais mais amplas. Nesse contexto, a RI USP Jr. pode expandir sua atuação, pois oferece serviços como Análise de Marketing, oferecendo estudos que ajudam a empresa a crescer, compreendendo seu público alvo. Esse tipo de serviço, aplicado a segmentos como moda e beleza, possibilita que marcas antecipem movimentos de consumo e se posicionem estrategicamente em mercados altamente competitivos. Não perca a chance de expandir seu negócio e marque uma reunião gratuita com nossos consultores! Clique <a href="https://calendar.app.google/twUtqtM6t9q1Qerh9" rel="nofollow noopener" target="_blank">aqui</a> para agendar um horário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Brasil em alta: desejo comercial ou valorização cultural?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Diretoria de Marketing]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2025 21:06:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brazilcore]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, a cultura brasileira tem ganhado mais visibilidade e influenciado mais os hábitos de consumo. Filmes nacionais têm ganhado mais destaque, artistas brasileiros têm sido redescobertos por novas gerações, e marcas, tanto locais quanto internacionais, têm apostado na “Estética Brasileira”. Essa mudança é resultado de uma convergência entre forças políticas e simbólicas que remodelam a maneira como o Brasil é visto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A implementação de novas políticas econômicas protecionistas passou a encarecer produtos importados, abrindo espaço para o fortalecimento de marcas brasileiras no mercado interno. Isso, impulsionado também pela crescente popularização da cultura brasileira nas artes, como com a vitória de <em>Ainda Estou Aqui</em> no Oscar 2024, consolidou uma nova fase para a cultura brasileira, marcada pelo prestígio internacional e pelo aumento do interesse por narrativas brasileiras. Simultaneamente, redes sociais, como o TikTok, despontam como principal vetor de circulação cultural entre os jovens, contribuindo para a popularização de músicas nacionais, antigas e novas, com trechos de clássicos da MPB e artistas da chamada “Nova MPB” sendo incorporados a vídeos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que visibilidade, tem se construído um desejo estético em torno do Brasil. Nas redes sociais, é difundida uma representação idealizada da brasilidade: tropical, sensual e ensolarada. Assim, a brasilidade é convertida em uma estética globalmente consumível, guiada menos por pertencimento cultural e mais por apelo comercial. A ascensão do estilo <em>Brazilcore</em> no exterior e a estruturação de marcas nacionais como Granado e Farm indicam que a cultura brasileira tem se tornado tendência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/samuel-costa-melo-RJz9Xmro1Fc-unsplash-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-7716" style="width:805px;height:auto" srcset="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/samuel-costa-melo-RJz9Xmro1Fc-unsplash-1024x683.jpg 1024w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/samuel-costa-melo-RJz9Xmro1Fc-unsplash-300x200.jpg 300w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/samuel-costa-melo-RJz9Xmro1Fc-unsplash-768x512.jpg 768w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/samuel-costa-melo-RJz9Xmro1Fc-unsplash-1536x1024.jpg 1536w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/samuel-costa-melo-RJz9Xmro1Fc-unsplash-2048x1366.jpg 2048w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/samuel-costa-melo-RJz9Xmro1Fc-unsplash-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Brazilcore</em></strong><strong> e marcas nacionais: entre estética e estratégia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A adoção de um conjunto de medidas econômicas protecionistas, embora centradas em estratégias comerciais, tiveram outros efeitos indiretos. Ao reduzir a vantagem de preço dos produtos estrangeiros, abriu-se espaço para a valorização de marcas brasileiras que já vinham se posicionando com foco na identidade nacional como diferencial estético. É o caso da Granado, que construiu uma imagem sofisticada em torno de ingredientes e embalagens que valorizam o botânico do Brasil; e da Natura, que transformou ativos da biodiversidade brasileira em elementos centrais em sua narrativa. Essas marcas não apenas têm ocupado o espaço de produtos importados, mas também projetam uma brasilidade desejável e consumível, pensada para dialogar com os interesses tanto do público nacional quanto internacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chamado <em>Brazilcore</em>, utiliza-se de símbolos nacionais como a camisa da seleção, as cores da bandeira e referências populares para criar uma identidade visual facilmente exportável. A utilização desse estilo pode ser observada em marcas como Sol de Janeiro, marca estrangeira de produtos de <em>skincare</em>, cuja identidade gira em torno da sensualidade, do verão e da festividade brasileira. Essa mesma linguagem visual também é explorada no meio musical, como pela cantora Tyla, em seu clipe<em> Shake Ah</em>, gravado no Rio de Janeiro, onde os figurinos, as coreografias e a ambientação além de dialogarem diretamente com a cultura periférica brasileira, também contribuem para exportar uma imagem de sensualidade e festividade que se consolidou como parte do imaginário global sobre o Brasil, reafirmando o uso de referências visuais brasileiras como recurso para chamar a atenção do público global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a crescente presença da estética brasileira no mercado não deve ser confundida com uma valorização genuína da cultura nacional. Em muitos casos, trata-se da transformação da brasilidade em tendência comercializável, adaptada a uma preferência de consumo e desvinculada da real cultura brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Música e cinema brasileiro: reconhecimento externo e consumo interno</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cinema e a música brasileira passaram a ocupar com mais força os fones e as telas, principalmente do público mais jovem. Esse recente interesse foi impulsionado por uma série de fatores, entre eles, o prestígio internacional conquistado com a vitória da atriz Fernanda Torres, como melhor atriz de drama, em <em>Ainda Estou Aqui</em>, no Globo de Ouro de 2024, além do filme ter sido selecionado em 50 festivais e 26 premiações no Brasil e no mundo. Esse reconhecimento foi sucedido por sucessos de bilheteria de produções como <em>Homem com H</em> e <em>Vitória, </em>que<em> </em>evidenciam como o cinema brasileiro tem conquistado mais espaço no cenário nacional pela qualidade técnica e narrativas sensibilizantes. Entretanto, é importante refletir sobre o quanto esse reconhecimento ainda depende da validação estrangeira. Produções nacionais muitas vezes só recebem visibilidade e prestígio interno depois de serem legitimadas fora do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, a ampla circulação de trechos desses filmes nas redes sociais, especialmente no TikTok, obtém um papel importante. A partir dessas plataformas, cenas impactantes são ressignificadas em conteúdo viral, assim, apesar dos pontos negativos dessa nova maneira de se consumir cinema, a popularização de determinados trechos dos filmes, convida o público a assistir a obra completa, principalmente o público mais jovem, que é maioria nas redes sociais. Já no campo da música, observa-se algo semelhante: a popularização de artistas da MPB entre os mais jovens, impulsionada pelo TikTok. Canções de Ney Matogrosso, Gal Costa e Marisa Monte reaparecem como música de fundo dos vídeos, enquanto artistas da chamada “Nova MPB”, como Marina Sena, Anavitória e Jão, se consolidam como parte do meio digital. Esse interesse musical reforça um padrão cíclico no gosto das gerações, no qual sonoridades do passado retornam, adaptadas às preferências contemporâneas. Embora esse processo amplie o alcance da produção cultural brasileira, também revela uma dinâmica de comercialização, na qual a cultura nacional se torna cada vez mais adaptada a formatos breves e esteticamente atraentes para as redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a cultura brasileira passa a ser consumida como estética e não necessariamente como identidade. Trechos de músicas, cenas de filmes e imagens da “brasilidade” são transformados em tendência, mas são desvinculados de seu contexto e perdem seu significado original. Ainda que esse novo meio de divulgação cultural amplie a visualização das obras, ele também impõe o desafio de ir além da visibilidade superficial.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/berke-citak-0cpyFsSUiSc-unsplash-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-7717" style="width:443px;height:auto" srcset="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/berke-citak-0cpyFsSUiSc-unsplash-683x1024.jpg 683w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/berke-citak-0cpyFsSUiSc-unsplash-200x300.jpg 200w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/berke-citak-0cpyFsSUiSc-unsplash-768x1152.jpg 768w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/berke-citak-0cpyFsSUiSc-unsplash-1024x1536.jpg 1024w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/berke-citak-0cpyFsSUiSc-unsplash-1365x2048.jpg 1365w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/berke-citak-0cpyFsSUiSc-unsplash-150x225.jpg 150w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/09/berke-citak-0cpyFsSUiSc-unsplash-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desafios para Empreender com a Brasilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ascensão da estética brasileira nas redes sociais e no mercado global tem despertado o interesse de consumidores dentro e fora do país. No entanto, a brasilidade, embora valorizada esteticamente, ainda é muitas vezes consumida como tendência passageira, o que exige das marcas, que desejam trabalhar com referências nacionais, um cuidado maior na forma como se posicionam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, empreendedores que pretendem atuar com essa identidade visual precisam ir além da apropriação superficial de elementos praianos. O sucesso de marcas como Havaianas e FARM não está apenas no uso de cores vibrantes, mas na construção de uma identidade que combina produto, narrativa e experiência. A FARM, por exemplo, aliou seu design baseado na fauna e flora brasileiras a uma comunicação voltada à um estilo de vida descontraído. A Havaianas, por sua vez, transformou um item nacional popular em um símbolo cosmopolita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto importante é a adaptação à lógica das redes sociais. Com a influência de plataformas como TikTok e Instagram no consumo é necessário saber como apresentar uma estética brasileira que se destaque sem recorrer a clichês ou estereótipos é um diferencial competitivo. Além disso, é preciso compreender que a cultura nacional não é homogênea. Narrativas regionais, sotaques, ritmos e estéticas variam profundamente entre diferentes territórios do país. Marcas que buscam trabalhar com brasilidade de forma autêntica devem estar atentas à pluralidade cultural brasileira. Portanto, diante da crescente valorização da brasilidade, a principal tarefa dos empreendedores não é apenas seguir a tendência, mas posicionar-se estrategicamente a partir dela. Isso significa compreender o contexto digital e investir em autenticidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversas matérias destacam a estratégia de internacionalização da FARM, é evidente como a marca conseguiu projetar a estética brasileira no exterior por meio de uma comunicação visual descontraída e alegre, fortemente inspirada em elementos tropicais e culturais do país. A internacionalização da FARM não se deu apesar da sua identidade brasileira, mas por causa dela, a marca soube se adaptar ao mercado internacional sem perder sua proposta visual original, adotando práticas de colaboração com outras marcas globais que transmitissem seus valores. A FARM utiliza a brasilidade não apenas como uma estética, mas como uma ferramenta de diferenciação em um mercado de moda saturado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Possibilidades de Expansão com a RI USP Jr.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização da estética brasileira, quando bem planejada, representa uma oportunidade estratégica para empresas que desejam se destacar no mercado. Marcas que incorporam elementos da brasilidade em seu posicionamento conseguem se destacar tanto no mercado nacional quanto internacional, especialmente quando adaptam essa identidade em propostas voltadas ao seu público alvo. Para auxiliar nesse processo, nós da RI USP Jr, oferecemos soluções personalizadas que otimizam estratégias de crescimento e facilitam a internacionalização. Aproveite essa oportunidade e agende uma reunião gratuita com nossos consultores. <a href="https://calendar.google.com/calendar/u/0/appointments/schedules/AcZssZ08Jw3PgL-5kU9xTHxT6yyqEU7R5BsU1NGiVq0hWfLOpupKKe5eDnrHUYxOz5NRddgrCKi5iznW" rel="nofollow noopener" target="_blank"><strong>Clique aqui</strong></a> para marcar um horário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Referências</p>



<p class="wp-block-paragraph">CNN BRASIL. <em>Vitória é a maior estreia de filme nacional em 2025</em>. Disponível em:<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/vitoria-e-a-maior-estreia-de-filme-nacional-em-2025/?utm_source=chatgpt.com" rel="nofollow noopener" target="_blank"> https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/vitoria-e-a-maior-estreia-de-filme-nacional-em-2025</a>. Acesso em: 19 jul. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">IESB. Do vinil ao streaming: jovens da geração Z redescobrem a MPB. Disponível em: <a href="https://jornalismo.iesb.br/cultura/do-vinil-ao-streaming-jovens-da-geracao-z-redescobrem-a-mpb/" rel="nofollow noopener" target="_blank">https://jornalismo.iesb.br/cultura/do-vinil-ao-streaming-jovens-da-geracao-z-redescobrem-a-mpb/</a>. Acesso em: 19 jul. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">JORNALISMO JÚNIOR. Encontro de gerações: sênior e nova MPB. Disponível em: <a href="https://jornalismojunior.com.br/encontro-de-geracoes-senior-e-nova-mpb/" rel="nofollow noopener" target="_blank">https://jornalismojunior.com.br/encontro-de-geracoes-senior-e-nova-mpb/</a>. Acesso em: 19 jul. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">MELO, Raquel. <em>Nova MPB? Geração Z redescobre nomes da música popular brasileira nas redes sociais</em>. CNN Brasil, 21 jun. 2024. Disponível em:<a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/nova-mpb/" rel="nofollow noopener" target="_blank"> https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/nova-mpb/</a>. Acesso em: 19 jul. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">VOGUE BUSINESS. <em>Farm Rio’s guide to taking a Brazilian brand international</em>. <em>Vogue Business</em>, 14 dez. 2020. Disponível em:<a href="https://www.voguebusiness.com/companies/farm-rios-guide-to-taking-a-brazilian-brand-international" rel="nofollow noopener" target="_blank"> https://www.voguebusiness.com/companies/farm-rios-guide-to-taking-a-brazilian-brand-international</a>. Acesso em: 21 jul. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">GLAMOUR. <em>How Farm Rio’s Katia Barros Built Her ‘Authentic, Far‑From‑Ordinary’ Brand</em>. <em>Glamour</em>, 22 set. 2022. Disponível em:<a href="https://www.glamour.com/story/farm-rio-katia-barros" rel="nofollow noopener" target="_blank"> https://www.glamour.com/story/farm-rio-katia-barros</a>. Acesso em: 21 jul. 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ÁLVAREZ, Vitória Karan de. <em>Exportando brasilidade: um estudo de caso sobre a internacionalização da marca Farm</em>. [S.l.: s.n.], 2022. Monografia (Graduação) — Universidade Federal Fluminense. Disponível em: <a href="https://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/UFF-2_6bd7c109e7d97e3f17584b7d1e4f14d5" rel="nofollow noopener" target="_blank">https://www.oasisbr.ibict.br/vufind/Record/UFF-2_6bd7c109e7d97e3f17584b7d1e4f14d5 </a>. Acesso em: 21 jul. 2025.</p>



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		<title>O Impacto do Marketing Sensorial na Indústria Cosmética</title>
		<link>https://riuspjr.com.br/impacto-marketing-sensorial-industria-cosmetica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Aline Pereira de Araujo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 20:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, a experiência sensorial tornou-se um diferencial em setores como o cosmético. Texturas agradáveis ao toque, fragrâncias marcantes&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a experiência sensorial tornou-se um diferencial em setores como o cosmético. Texturas agradáveis ao toque, fragrâncias marcantes e sabores nostálgicos passaram a compor não apenas a função dos produtos, mas a identidade das marcas. Essa mudança está associada ao crescimento do marketing sensorial, uma abordagem que procura engajar consumidores por meio do estímulo dos cinco sentidos. Mais do que persuadir racionalmente, essa estratégia busca atrair clientes através de experiências imersivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa transformação não ocorre por acaso, marcas como Rhode, Carmed e Paisage têm explorado essa área ao incorporar cheiros marcantes, texturas diferentes e até referências gustativas em seus cosméticos. Mais do que despertar os sentidos, essas abordagens visam criar uma assinatura sensorial própria, capaz de posicionar a marca na memória afetiva do público e consolidar sua identidade no mercado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Marketing Sensorial: Muito Além do Produto</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante muito tempo, a publicidade concentrou seus esforços no apelo visual. Cores vibrantes e imagens impactantes eram suficientes para capturar a atenção do consumidor. Porém, diante do problema da saturação visual e da sobrecarga de estímulos característico do ambiente virtual, surge o marketing sensorial, ao propor uma abordagem mais ampla e imersiva, incentivando múltiplos sentidos para proporcionar uma experiência inovadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de 2016, essa mudança se consolidou como uma tendência global. De acordo com uma análise conduzida pelos pesquisadores Pandey e Tripathi, houve um crescimento expressivo no número de publicações científicas sobre marketing sensorial a partir desta data. A ascensão do tema reflete uma transformação no comportamento do consumidor, que passou a valorizar experiências de consumo mais lúdicas, assim o sensorial deixou de ser um complemento para se tornar a estratégia principal de muitas marcas. Essa mudança também se manifesta na forma como as marcas têm construído suas identidades. O produto já não é mais apresentado apenas como um item funcional, mas como um componente de estilo de vida. A nova proposta não é apenas mostrar algo ao consumidor, mas fazer com que ele vivencie o produto. Essa experiência multissensorial favorece o fortalecimento de vínculos entre os compradores e a marca.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Entre Texturas e Aromas: A evolução do Marketing Sensorial no setor cosmético</strong></h2>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1200" height="630" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-12.png" alt="cosmético" class="wp-image-7650" srcset="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-12.png 1200w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-12-300x158.png 300w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-12-1024x538.png 1024w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-12-768x403.png 768w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-12-150x79.png 150w" sizes="(max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A consolidação dessa abordagem multissensorial tem levado marcas a explorar formas de instigar seus consumidores, com ênfase especial no olfato, tato e paladar. Esses sentidos, por estarem fortemente associados à memória emocional, são capazes de criar conexões profundas com os produtos. Estudos apontam que o ser humano lembra cerca de 35% do que cheira, um número muito significativo, quando comparado à memória visual. O olfato, por sua ligação direta com o sistema límbico, responsável pelas emoções, torna-se um meio principal para criar vínculos afetivos. Já o tato, é o primeiro ponto de contato físico com o produto e está diretamente ligado à percepção de qualidade e valor. Embalagens com textura específica ou superfícies aveludadas ao toque e o próprio manuseio de um item influenciam as futuras decisões de compra. Com foco na experiência sensorial, a indústria cosmética passa a investir em texturas inovadoras, como blushes mais cremosos, ou até gelatinosos, ou glosses de consistência leve e confortável. Essas texturas inovadoras não apenas tornam a aplicação mais divertida, como também intensificam a sensação de cuidado e bem-estar. Quando bem explorado, a parte tátil do marketing reforça a identidade da marca e transforma a simples manipulação de um item em parte da experiência de consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O paladar, embora limitado ao setor alimentício, também ganha espaço nesse tipo de publicidade quando combinado com os demais sentidos. A relação afetiva entre sabores pode ser incorporada de forma simbólica em produtos não comestíveis, como lip tints, glosses ou cremes. Ao unir estímulo gustativo com aroma e textura, o marketing sensorial se torna uma ferramenta ainda mais eficaz para construir experiências imersivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcas como Rhode, de Hailey Bieber, apostam justamente na fusão entre estética minimalista e sensorialidade. Itens de maquiagem são oferecidos em diversas versões com sabores como baunilha, morango, expresso e framboesa e seu brilho espelhado, associado à expressão “glazed donut-skin” (pele com efeito de donut glaceado), tendência criada pela própria Hailey Bieber, eleva a aplicação do produto a uma experiência sensorial que combina aparência, textura e sabor. Já a Carmed, marca nacional, foi pensada para dialogar com um público jovem a partir de hidratantes labiais com sabores nostálgicos como de Fini, ou ainda temáticos como os da Hello Kitty e da Barbie, buscando uma relação lúdica e emocional com o consumidor. Essas marcas ilustram como o marketing sensorial se tornou parte do próprio valor do produto, e não apenas um complemento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Além do sensorial: Narrativas que Transformam Produtos em Experiências</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após explorar a parte sensorial, diversas marcas investem no uso de narrativas como forma de se aproximar do público. O storytelling se tornou uma extensão do marketing sensorial, ampliando seu impacto. Ao contar histórias, as marcas criam um vínculo mais profundo, consolidando o consumo em um ato de pertencimento. Marcas como Paisage exemplificam essa convergência entre o sensorial e a narrativa, nesse caso, a identidade visual, também minimalista, a estética floral das embalagens e a preocupação da marca com valores como formulações limpas e livre de crueldade remetem a um contato com a natureza e o autocuidado. Esses valores também se manifestam na experiência de unboxing, que, ao incluir mensagens na embalagem e uma palavra-cruzada temática, introduz o consumidor a um momento de pausa e conexão com a proposta do produto. Nesse contexto, o storytelling não se dissocia da experiência sensorial, pelo contrário, essa narrativa funciona como um estreitamento de laços com o comprador.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sensorial, Narrativa e Consumo em Tempos Contemporâneos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o cenário atual é marcado por um consumo excessivo e acelerado, onde o desejo de possuir é rapidamente substituído pelo tédio da posse. A ampla disponibilidade de produtos, combinada com a presença constante de propagandas nas redes sociais, transforma o ato de comprar em uma resposta imediata à um desejo momentâneo. Nesse contexto, o consumidor contemporâneo ultrapassa a busca pela funcionalidade e direciona seu interesse por uma experiência que fuja do convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nesse contexto que o marketing sensorial e o storytelling despontam, ao promoverem experiências de consumo que fogem do monótono. Essa combinação entre sensorial e histórias pode até fortalecer a relação entre marca e consumidor, no entanto, ao mesmo tempo em que agregam valor simbólico aos produtos, essa tática também pode intensificar a lógica do excesso, tornando a experiência uma mercadoria em si.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Possibilidades de Expansão com a RI USP Jr.</strong></h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="538" src="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-13-1024x538.png" alt="" class="wp-image-7651" srcset="https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-13-1024x538.png 1024w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-13-300x158.png 300w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-13-768x403.png 768w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-13-150x79.png 150w, https://riuspjr.com.br/wp-content/uploads/2025/07/Design-sem-nome-13.png 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço do marketing sensorial como diferencial representa uma oportunidade estratégica para empresas que desejam se destacar no mercado. Marcas que investem em experiências multissensoriais conseguem estabelecer vínculos mais profundos com os consumidores e se posicionar de forma única tanto no cenário nacional, quanto no internacional. Para auxiliar nesse processo, nós da RI USP Jr, oferecemos<a href="https://riuspjr.com.br/solucoes/"> soluções personalizadas</a> que otimizam estratégias de crescimento e facilitam a internacionalização. Aproveite essa oportunidade e agende uma reunião gratuita com nossos consultores. <a href="https://calendar.google.com/calendar/u/0/appointments/schedules/AcZssZ08Jw3PgL-5kU9xTHxT6yyqEU7R5BsU1NGiVq0hWfLOpupKKe5eDnrHUYxOz5NRddgrCKi5iznW" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow"><strong>Clique aqui</strong> </a>para marcar um horário.<br></p>
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